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8. Baço acessório intrapancreático

O baço acessório representa um foco congênito de tecido esplênico normal separado do órgão principal. É a anomalia congênita mais comum do baço. Está presente em 10-30% das autópsias, e em 16% dos exames de tomografia computadorizada. Embora a grande maioria dos baços acessórios seja assintomática, a sua identificação é importante para evitar diagnósticos errôneos de linfadenomegalia ou tumor de órgãos adjacentes. Nos métodos de imagem, os focos de tecido esplênico acessório apresentam características semelhantes às do baço. Uma das localizações possíveis do tecido esplênico acessório é junto da cauda do pâncreas. Algumas vezes o tecido esplênico pode estar envolvido pelo tecido pancreático, o que faz com que possa ser confundido com um nódulo do pâncreas. A figura mostra um caso de baço acessório localizado na topografia da cauda do pâncreas, observado no exame de ressonância magnética. Deve-se reparar que o nódulo apresenta características de sinal idênticas às do baço. Outro achado importante é o fato do “nódulo” da cauda do pâncreas apresentar realce pelo meio de contraste intenso e heterogêneo pelo meio de contraste durante a fase arterial, o que é típico do tecido esplênico. O conhecimento desta localização do tecido esplênico acessório é importante para evitar cirurgias desnecessárias, devido ao diagnóstico equívoco de lesão pancreática.

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Data: 15/02/2008

Por: Sérgio Lins