Area médica. Acesse aqui.

Banco de conhecimentos

Encontre um Caso Radiológico, selecione abaixo a especialidade ou faça uma busca.

Endometriose ovariana

A endometriose pélvica compromete com maior freqüência os ovários, o peritônio de fundo-de-saco, o septo retovaginal e o ligamento largo. Os implantes freqüentemente tem diâmetro menor que 5 mm, o que faz com que geralmente não sejam identificáveis aos exames de imagem. No caso da endometriose ovariana, a ultra-sonografia endovaginal pode mostrar um cisto contendo ecos finos homogêneos com reforço acústico, conforme podemos observar na figura (a). Algumas vezes os achados ultra-sonográficos deixam margem à dúvidas diagnósticas, o que faz com que possa ser solicitado um exame de ressonância magnética, não só para caracterizar o cisto ovariano, mas também identificar áreas de fibrose e procurar por implantes no septo retovaginal e em outros sítios. Na figura (b) podemos observar o aspecto do endometrioma em um corte ponderado em T1 com supressão de gordura, que identificou o cisto já mostrado pela ultra-sonografia (seta), bem como outro menor. Ambos apresentam intenso hipersinal nesta seqüência, o que é típico de endometriose. A figura (c) representa um corte axial ponderado em T2, no qual observar-se que o cisto apresenta também hipersinal em T2. A seta indica uma área fibrótica de aderência junto à margem inferior do endometrioma. Embora a laparoscopia seja amplamente considerada o procedimento diagnóstico de escolha, a ressonância magnética pode auxiliar no diagnóstico inicial de alguns casos, permitindo também a monitorização da evolução da doença após o diagnóstico laparoscópico.

Clique na imagem para ampliar

Data: 09/11/2008

Por: Sérgio Lins